terça-feira, 26 de maio de 2009

Dentadura Postiça
Raul Seixas

Vai cair, vai cair, vai cair
A estrela do céu
A noite no mar
O nível do gás
A cinza no chão
Juízo final
Os dentes de Jó
O preço do caos
Peteca no chão


Vai sair O sol outra vez
Um filho pra luz
Da cara o terror
O expresso 22
A máscara azul
O verde do mar
Um novo gibi
Da cara o suor

Vai subir Cachorro urubu
O elevador
O preço do horror
O nível mental
O disco voador
A torre babel
O Cristo pro céu
A chama do mal.
______________________________________________________

Desenho a mão: Merielle

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A justiça pós-moderna
Servindo ao capitalismo e aos que a conhecem. Ela é lenta, é fato, mas não é burra. Burrice é viver em uma Democracia e não saber seu significado.
No Brasil nós não vemos essa figura, a pós-modernidade chegou, mas é melhor fingir que ainda somos pré modernos, vivendo sobre o jugo de uma colonização Portuguesa, quem sabe assim, já que temos riqueza "abundante" e é isso que precisamos para sermos comunistas, nós viramos autenticamente comunistas, socialistas, marxistas marxianos.
Vou ficando por aqui com o Direito democrático de quimera para os brasileiros, mas tão real pra mim quanto o tempo que demorei pra fazer esse designer e as dores que senti em minha mão por conta de minha inflamação nos tendões. Democracia é assim, você só a sente se for cidadão, se não, aproveitem seu estado de letargia.

Texto e designer: Merielle Brandão

segunda-feira, 18 de maio de 2009




Pin'up: Alberto Vargas
Lata de Coca-Cola: Coca-Cola company
Recorte, montagem e poema: Merielle

sexta-feira, 15 de maio de 2009



Mestre Jonas / Música de Sá e Guarabyra


Dentro da baleia mora mestre Jonas

Desde que completou a maioridade

A baleia é sua casa, sua cidade,

Dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho.

E ele diz que se chama Jonas e ele diz que é um santo homem.

E ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria.

E ele diz que está comprometido e ele diz que assinou papel,

Que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida, até o fim da vida.

Dentro da baleia a vida é tão mais fácil!

Nada incomoda o silêncio e a paz de jonas.

Quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora.

A baleia é mais segura que um grande navio.

E ele diz que se chama Jonas e ele diz que é um santo homem,

E ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria.

E ele diz que está comprometido e ele diz que assinou papel,

Que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida.

Até o fim da vida,

Até subir pro céu...

(São tantos mestres Jonas por aí)

Designer: Merielle Brandão / Para obervar mais claramente a ilustração, clique na imagem que o InternetExplorer abrirá em um formato mais nítido e maior.


terça-feira, 7 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Meu bem por quê?
Você se diz um moderno
mas não sabe dizer.

Quem morreu no teu mundo?
Um passo, um laço, um discurso?

Por onde vai você?
Tão individual, banal, um excepcional anacrônico
sem prumo no rumo de tantas telas de TV.

O que te consome meu bem?
Não sabe ser mais zen ou foi abduzido por clichês?
Meu bem por quê?
você que é tão velho
e cheira a tinta monet
caiu nas graças do ultra
se veste pós, mas não vê.

Meu bem, por quê?

Merielle Brandão

quinta-feira, 19 de março de 2009

Entre escombros e pós-modernidades.
Entre chip's e informatização a sinfonia William Tell deixa-se samplear por um frenético vai e vem entre protagonistas e Alex (Malcom Mcdowell) em "Laranja Mecânica". Ao passo que cresce a cultura cyber, relações pessoais e chá das 5 são programas demodé. Nos escombros do mal feito a bomba de Hiroshima e suas sobras, a ciência e sua fragilidade diante do sujeito que desacredita no que vê juntos com o marxismo que não vingou, segundo Gellner, (filósofo e antropólogo social checo-judeu), deram um passo a frente do modernismo esquecendo sua onipotência de ser e modificaram a imagem, as artes, mostraram-se Pop, abriram a tropicália, escancaram a contracultura, desencadearam o que agora não acreditam ser, mas é latente vertente do nosso perído histórico: a pós-modernidade.
Os filhos dessas coisas ficam por aqui entre internet feita para guerra, mas que virou frenesi mundial interligando fronteiras; no caos da tecnociência que modifica tudo o que vê pela frente, nos pequenos grupos sociais caricatos, próprios do pós, entre outras várias tendências que podem ser enumeradas.
Bancando um movimento quase lúdico e irreverente nas artes, manifestações e simples técnica, ele é autenticamente, aberto, niilista, relativamente relativo. Se é bom? Não sei, mas que está em tudo e deixa nossos olhos inebriados e nossa cabeça virtual, ele deixa.
Nos escombros de uma modernidade de fim repentino, viva o pós-modernismo que professa o novo e o novo que professa tudo o que é pós-moderno.