terça-feira, 7 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Meu bem por quê?
Você se diz um moderno
mas não sabe dizer.

Quem morreu no teu mundo?
Um passo, um laço, um discurso?

Por onde vai você?
Tão individual, banal, um excepcional anacrônico
sem prumo no rumo de tantas telas de TV.

O que te consome meu bem?
Não sabe ser mais zen ou foi abduzido por clichês?
Meu bem por quê?
você que é tão velho
e cheira a tinta monet
caiu nas graças do ultra
se veste pós, mas não vê.

Meu bem, por quê?

Merielle Brandão

quinta-feira, 19 de março de 2009

Entre escombros e pós-modernidades.
Entre chip's e informatização a sinfonia William Tell deixa-se samplear por um frenético vai e vem entre protagonistas e Alex (Malcom Mcdowell) em "Laranja Mecânica". Ao passo que cresce a cultura cyber, relações pessoais e chá das 5 são programas demodé. Nos escombros do mal feito a bomba de Hiroshima e suas sobras, a ciência e sua fragilidade diante do sujeito que desacredita no que vê juntos com o marxismo que não vingou, segundo Gellner, (filósofo e antropólogo social checo-judeu), deram um passo a frente do modernismo esquecendo sua onipotência de ser e modificaram a imagem, as artes, mostraram-se Pop, abriram a tropicália, escancaram a contracultura, desencadearam o que agora não acreditam ser, mas é latente vertente do nosso perído histórico: a pós-modernidade.
Os filhos dessas coisas ficam por aqui entre internet feita para guerra, mas que virou frenesi mundial interligando fronteiras; no caos da tecnociência que modifica tudo o que vê pela frente, nos pequenos grupos sociais caricatos, próprios do pós, entre outras várias tendências que podem ser enumeradas.
Bancando um movimento quase lúdico e irreverente nas artes, manifestações e simples técnica, ele é autenticamente, aberto, niilista, relativamente relativo. Se é bom? Não sei, mas que está em tudo e deixa nossos olhos inebriados e nossa cabeça virtual, ele deixa.
Nos escombros de uma modernidade de fim repentino, viva o pós-modernismo que professa o novo e o novo que professa tudo o que é pós-moderno.